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Economia

Estoque da Dívida Pública Federal totalizou R$ 3,978 trilhões em junho

TESOURO NACIONAL

Custo médio das emissões da dívida interna acumulado em 12 meses é mais uma vez o menor valor da série histórica
por publicado: 25/07/2019 16h24 última modificação: 25/07/2019 19h41

O Tesouro Nacional divulgou, nesta quinta-feira (25/7), o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) do mês junho. O estoque da dívida apresentou aumento, em termos nominais, de 2,24%, passando de R$ 3,891 trilhões, em maio, para R$ 3,978 trilhões, em junho.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve seu estoque acrescido em 2,44%, passando de R$ 3,735 trilhões para R$ 3,826 trilhões. A ampliação se deu devido à emissão líquida no valor de R$ 68,40 bilhões e à apropriação positiva de juros no valor de R$ 22,60 bilhões.

Em junho, as emissões da DPMFi alcançaram R$ 71,13 bilhões, dos quais R$ 38,95 bilhões em títulos com remuneração prefixada, R$ 9,71 bilhões remunerados por índice de preços e R$ 22,44 bilhões em títulos indexados à taxa flutuante. Desse total, foram emitidos R$ 68,08 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 2,68 bilhões em leilão de troca, R$ 2,68 bilhões relativos às vendas de títulos do Programa Tesouro Direto e R$ 370 milhões referentes às emissões diretas.

O custo médio das emissões da dívida interna nos últimos 12 meses foi de 7,12% ao ano, em número que representa, mais uma vez, o menor valor da série histórica (que teve início em dezembro de 2010).

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve redução de 2,48% sobre o estoque apurado em maio, encerrando o mês de junho em R$ 151,68 bilhões, sendo R$ 138,09 bilhões referentes à dívida mobiliária e R$ 13,59 bilhões à dívida contratual.

Mercados em junho

No mês de junho, o tom nos mercados em geral foi “extremamente positivo” e, em nível nacional, foi observada “visível redução da taxa de juros” conforme avaliação realizada pela equipe do Tesouro Nacional e apresentada pelo coordenador de Operações da Dívida, Roberto Lobarinhas, pela coordenadora-geral de Controle e Pagamento da Dívida, Márcia Tapajós e pelo coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Luiz Fernando Alves.

Segundo explicou Roberto Lobarinhas, o tom positivo no mercado doméstico pode ser explicado basicamente por três fatores. Conforme observado pelo Tesouro, o mercado nacional passou a acreditar que continuarão a ocorrer reduções nas taxas de juros ainda este ano.

A segunda causa está relacionada aos avanços no trâmite legislativo na reforma da Previdência. Por fim, o fator externo, relacionado à redução das taxas de juros no mercado internacional sob influência das que estão em vigência na Europa e América do Norte.

Detentores

O estoque de Previdência apresentou redução no mês, passando de R$ 927,45 bilhões para R$ 914,86 bilhões, entre maio e junho. Com isso, a participação relativa do grupo reduziu-se para 23,91%. As Instituições Financeiras aumentaram seu estoque em R$ 64,92 bilhões, alcançando R$ 886,59 bilhões no mês. Assim, a participação relativa passou de 22,00% para 23,17%.

Os Fundos de Investimento também elevaram o estoque, passando de R$ 992,80 bilhões para R$ 1.027,39 bilhões no mesmo período. Este grupo permanece como o principal detentor, com participação de 26,85% no mês. Os Não-residentes, por sua vez, apresentaram redução de R$ 3,96 bilhões no estoque, o que reduziu a participação relativa do grupo de 12,74% para 12,34%. O grupo Governo apresentou participação relativa de 4,09% em junho e o estoque das Seguradoras encerrou o mês em R$ 153,41 bilhões.

Especificamente quanto à queda na participação de Não-residentes, esclareceu o coordenador Roberto Lobarinhas, trata-se de decréscimo pontual que não reverterá a tendência de expressivo aumento da participação do grupo prevista para o ano. É reflexo da tendência o estoque de investimento de estrangeiros ter alcançado a maior variação positiva desde quando o Brasil perdeu o grau de investimento pelas agências internacionais de “rating”, no segundo semestre de 2015.

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto em junho atingiram R$ 2.679,94 milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 1.683,22 milhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 996,71 milhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 49,09% do montante vendido. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 56.938,29 milhões, o que representa um aumento de 2,51% em relação ao mês anterior. O título com maior representação no estoque é o Tesouro IPCA+, que corresponde a 35,42% do total.

Em relação ao número de investidores, 157.858 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto em junho. Desta forma, o total de investidores cadastrados chegou a 4.351.235, o que representa um incremento de 90,01% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Segundo o coordenador Roberto Lobarinhas, o índice de operações de compras de títulos do Tesouro Direto no valor de até R$ 5 mil ser superior a 85% é sintoma da efetiva ‘pulverização’ e reforça o caráter democrático e educativo do programa.

Mas o destaque do mês para o Tesouro Direto é a participação das mulheres. Juntas, elas representaram em julho 31,1% do total de investidores ativos, em índice que é o maior atingido pelo grupo de mulheres desde a fundação do programa.

Mercado em julho

Conforme a avaliação do Tesouro ainda antes da conclusão do mês, o tom dos mercados em geral em julho segue a tendência do mês anterior: a perspectiva de juros baixos nos mercados europeus e estadunidense.

No mercado doméstico, com a aprovação da Reforma da Previdência pela Câmara dos Deputados em primeiro turno, os juros continuaram em queda ao longo do mês. A melhora no cenário político pode ser observada na redução das taxas de emissão de DPMFi em julho.

Os relatórios, tabelas e apresentações da Dívida Pública Federal estão disponíveis em http://www.tesouro.fazenda.gov.br/en/relatorio-mensal-da-divida

 

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