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Economia

Salim Mattar: Brasil é uma gigantesca máquina burocrática que precisa ser desconstruída

Desestatização

Secretário de Desestatização e Desinvestimento lembra que estatais deficitárias custam R$ 15 bilhões por ano
por publicado: 13/02/2019 13h57 última modificação: 13/02/2019 14h23

A redução do tamanho da máquina pública é compromisso do atual governo e, dentro desse objetivo, dentro de pouco tempo estatais federais começarão a ser vendidas, privatizadas ou até mesmo fechadas, disse nesta quarta-feira (13) o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar. Ao participar de debate no seminário de abertura do ano de 2019 da Revista Voto, em Brasília, ele disse que a meta é obter US$ 20 bilhões ainda este ano com a negociação de estatais.

A máquina pública atualmente é “extremamente pesada”, disse Salim Mattar. “Cerca de 30 anos atrás essa máquina custava aproximadamente 20% do PIB [Produto Interno Bruto] e custa hoje mais de 40% do PIB”, declarou, destacando que isso gerou forte transferência de renda para as classes mais privilegiadas. “Criaram um estado gigantesco, uma máquina terrivelmente pesada para o pagador de impostos”, afirmou.

O secretário especial de Desestatização e Desinvestimento destacou que as estatais deficitárias, com 70 mil funcionários, custam R$ 15 bilhões por ano. Argumentou que todo esse dinheiro poderia atender a sociedade, como um todo, em áreas como saúde, educação, segurança, relações internacionais e defesa, que são tarefas do estado.

“Esse é o país que nós recebemos: uma gigantesca máquina burocrática que precisa ser desconstruída”, disse.  Salim Mattar destacou que há um “emaranhado jurídico” que dificulta a venda de empresas do governo, mas assegurou que o governo está trabalhando para resolver essa questão e, assim, enxugar o universo estatal brasileiro. Afirmou também que o estado deveria criar e manter empresas somente em situações de segurança nacional ou de relevante interesse da coletividade.

O secretário especial destacou, ainda, que o governo quer mudar o cenário atual de dificuldades à livre iniciativa. “O empreendedor tem todas as barreiras diante dele, com taxas de juros elevadas, emaranhado tributário, órgãos ambientais de difícil acesso e um ambiente hostil no aspecto tributário”, declarou.​


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